26 de setembro de 2026

Diário RMC

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Projetos no Congresso propõem volta de gasolina sem etanol para preservar veículos não flexíveis

Propostas em análise em Brasília surgem após a introdução da mistura com 32% de álcool nos postos de abastecimento.

Por Redação Diário2 min de leitura
Projetos no Congresso propõem volta de gasolina sem etanol para preservar veículos não flexíveis

Condutores da Região Metropolitana de Campinas com automóveis antigos ou apenas a gasolina sofrem desgaste mecânico com a nova fórmula.

A adoção da gasolina padrão E32, que reúne 32% de etanol anidro na mistura vendida aos consumidores, motivou a apresentação de projetos no Congresso Nacional para restabelecer a comercialização de combustível puro ou com teores reduzidos de álcool vegetal nos postos do país.

A mudança nas bombas atinge motoristas da Região Metropolitana de Campinas proprietários de carros antigos, modelos clássicos e veículos sem tecnologia flex. Estimativas nacionais apontam que cerca de 30 milhões de automóveis em circulação rodam sem motores bicombustíveis, ficando sujeitos a desgastes causados pelas características químicas do álcool.

Mecânicos e peritos apontam que o etanol absorve umidade com facilidade, retendo água nos reservatórios metálicos. Em carros que passam períodos parados ou que não foram preparados de fábrica para a mistura, essa reação acelera a corrosão do tanque, quebra bombas de combustível e desgasta componentes como agulhas, velas e tubulações, além de diminuir a eficiência energética e encarecer o abastecimento.

Para tentar reverter o quadro, o Projeto de Lei 2.783/2026 busca modificar a Lei 8.723/1993 a fim de obrigar a disponibilidade de gasolina totalmente sem etanol, a chamada E0. A iniciativa se baseia em avisos formais emitidos pela Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) relativos aos danos mecânicos verificados na frota.

Outra proposta, o Projeto de Lei Complementar 249/2026, sugere autorizar as unidades federativas a permitirem o fornecimento das opções E0 e E10 (com até 10% de etanol) de acordo com a realidade regional. No Senado, uma sugestão popular apresentada pelo portal e-Cidadania reuniu mais de 20 mil assinaturas para pleitear a volta de combustíveis com menos aditivação.

Historicamente, o uso do etanol anidro avançou na década de 1970 com o programa Proálcool para atenuar choques do petróleo internacional, exercendo hoje papel ambiental e antidetonante contra poluentes na atmosfera.

A redação acompanhará o avanço dos projetos pelas comissões temáticas na Câmara e no Senado, bem como os impactos regulatórios para distribuidores e revendedores de combustíveis nas cidades da região.

Fontes

Gasolina sem etanol pode voltar a ser vendida no Brasil; veja propostas (Estadão)primária(25/09/2026)

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